quarta-feira, dezembro 31, 2008

Por falar em 2009



Essa cena das resoluções de ano novo comigo não pegam. A única que paira no ar é o regresso ao Egipto, muito provavelmente apenas naquela do toca e foge, mergulho e pouco contacto, ou então com uma deslocação a Petra na Jordânia para juntar mais uma maravilha à colecção. Cabo Verde também é hipótese, se bem que quanto a mim também dava um pulinho a Madeira e/ou Açores, é preciso ter alguma vergonha para ser mergulhador e gostar do meu país e nunca lá ter ido enquanto não desnacionalizam as ilhas. Adivinha-se também uma troca de carro e de telemóvel, sempre forçada, ou porque acabam os contratos ou porque nunca se sabe se me dá uma daquelas valentes e é desta que troco de emprego (7 anos é muita ano, porra).

Quanto ao resto prefiro não me comprometer com nada. Apenas consigo prometer que em 2009 nuns dias há-de fazer sol, noutros chuva, noutros hão-de nascer pessoas, noutros pessoas hão-de adoecer e se calhar algumas também se hão-de ir embora, alguns dias hão-de correr bem outros nem por isso, hão-de haver jantares com amigos, jantares com família, jantares sozinho ou com o gato, nuns dias hei-de estar doente, noutros hei-de estar impecável, noutros com neura, nalguns sozinho noutros acompanhado, hei-de ver bons filmes e outros que não são grande coisa, o Benfica há-de ser campeão ou então não, a selecção há-de se apurar para a África do Sul ou então hei-de escolher outra para lá ir apoiar em 2010, e por aí em diante. Bom 2009 novamente, e agora se calhar ia andando que isto de estar num escritório quase vazio em véspera de ano novo é deprimente, mais que não seja porque o barulho das teclas faz eco.

Adeus 2008 compulsivo



2008 acaba já a seguir. E bem, parece-me a mim. Um ano que particularmente não me correu nada bem, safaram-se as férias, que ainda deram para manter em alta durante uns dias. Afinal aquela cena da crise dos 30 existe mesmo e anda por aqui, entrei em espiral desde a data fatídica, perdi uma batelada de oportunidades (fatalmente e de vez parece-me a mim, já tirei dali toda e qualquer ideia), começaram os internamentos compulsivos e hospitais e doenças para aqui e para ali, acabando em "beleza" com um funeral (sobre o qual também muito está ainda por dizer) e uma "desengravidez" compulsiva quase em simultâneo, isto tudo com uns pózinhos de reforma compulsiva pelo meio. Há coisas fantásticas não há?

Por sua vez os trilhos foram sendo palmilhados ininterruptamente até aos 30, depois disso parou tudo, mas espontâneamente, e pelo que sei tem sido quase geral, a caminha tem sabido muito melhor, espero o regresso da vontade em força para 2009. Só no mergulho é que tudo correu pelo melhor, muita evolução, muitos cursos, e um fecho em beleza com tubarões e naufrágios na terra dos mariachis.

E enquanto isso cá continuamos em casa alheia, as coisas também estavam progredindo, e chegando à dita cuja foi preciso travar à força, era preciso alguém lá em casa para tentar meter ordem e evitar o caos. Entretanto retomaram as buscas e vejo uma qualquer luz ao fundo do túnel.

E bom, assim me despeço com amizade. Adeus, e um bom 2009, melhor para uns que para outros mas isso é o costume, cada um há-de ter o que merece, pelo menos eu pelos vistos tenho tido.

terça-feira, dezembro 30, 2008

As saudades que eu vou ter da "minha" trituradora de limas e açucar amarelo e picadora de gelo e shaker de novecentos euros




Caipiroscas negras, novamente sem vista para o mar, mas novamente boas como o caneco. Vendo bem eu tenho shakers, e nem gosto de gelo picado, e o açuçar e as limas podem ser esmagados noutro lado hmmmm alguém quer abrir um barzinho com vista para o Tejo? Dizem que é um emprego com saída, leim leim leim

Mais paciência? Oh que porra!

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Do you have a deathwish?



Nem por isso. Até porque, pelas minhas contas, ainda me faltam 50, e a este ritmo vão continuar a faltar por mais algum tempo. O problema deste país é que está longe de quase tudo, e os aviões são rápidos mas nem tanto. Se bem que, se formos a ver, no fundo no fundo, estar longe das confusões acaba por ser uma vantagem...

Cheira-me que esteve mais perto que nunca



E com um bocado de sorte a coisa dá-se no próximo evento organizado familiar com direito a prendas. E eu olha, cá o espero de braços abertos.

Momento liga dos ultimos



Eu ia mesmo jurar que já tinha visto isto em qualquer lado. "O senhor árbitro está a ser extremamente incorrecto"... "Você é um penico"... "A sua mãe cheira mal dos sovacos"

Einfach unglaublich! (*)

Ena ena, dizem-me que 2008 vai acabar. Ena Ena andem mas é com isso e depressa.

(*)

E não é que faz mesmo?



Podem não ter vista para o mar. Podia nem sequer estar muito calor, Dezembro nesta terra é o que temos. Até pode a foto estar desfocada e etc porque o telemovel não é grande coisa e muito menos o fotógrafo. Mas que os meus mojitos estavam bons, pois que estavam. Pelo menos eu gostei e não tive reclamações. E é verdade, a bimby faz mojitos, ou por outro lado, eu fiz mojitos na bimby. Nada que um shaker e um picador de gelo não tivessem feito, mas pronto, o que conta é a intenção, e aquela coisa até que funciona. E digo mais, se aquilo fosse 10x mais barato era gajo para comprar uma para o quarto.

domingo, dezembro 28, 2008

Para variar o que me fez mesmo falta ninguém se lembrou



A falta que me fez um ombro a quem me encostar e chorar até cair para o lado. E não, as paredes não fazem o mesmo efeito, muito menos a almofada. Ainda só passou uma semana mas só ontem voltei à base, e falta lá algo que já não volta...

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Cid agora e Cid sempre... o Cid ataca sempre no Natal




Madrugada de Natal. 3 da matina. Tequilhas para aqui, tequilhas para ali, vinho do bom, cardhu do melhor. Zapping no meio do cumbibio e o que estava a dar na rtp1 : Concerto de José Cid. Serviço público no seu melhor. Grande cumbibio que para aqui houve. E além do karaoke, que pelo menos que me lembre não trouxe os vizinhos cá acima, também conseguiu mandar as visitas embora, vencidas pelo cansaço.

Qualquer dia ainda me rendo ao gajo. A verdade é que é um tema recorrente, ainda agora fez um ano estava eu a ser atacado por ele aos berros. E também soube que deu entrada há tempos em Berlim um cd do marmanjo, que fez grande sucesso. Cá para mim quando o homem morrer vão descobrir que era um grande artista. Ou não. Todo o mundo cantando: "Na cabaaaaaaaaaaannnnnnaaaaaaaaaaaa"

P.S: O levantamento no dia de Natal deu-se com alguma dificuldade. Mas consta que foi geral. É o que dá a gente só se encontrar uma vez por ano ou pouco mais. Deu para esquecer os problemas, e continuo na minha, o Natal havia de ser quando o homem quer, e o homem havia de querer mais vezes e com menos prendas.

AFINAL TAMBÉM QUERO!



A bimby... faz... mojitos...e margaritas... eu queeeeeeerooooo!

Por falar em protagonismo

Deu entrada na família, mas no extremo algarvio, um bicho destes:



O drama, o horror, a tragédia, nunca mais vamos ser os mesmos. A mim e ao outro ainda não nos dobraram, mas está para breve. Eu ainda acho que um aparelho demoníaco que facilita os cozinhados, principalmente porque obriga a malta a seguir regras, e dá 3 ou 4 passos de avanço na cozinha não devia ser tão cara, mas isso sou eu, que só recebo uma vez por mês e para aí metade do que acho que tenho direito, mas é a vida.

P.S: Não digo que não era gajo para ter uma. Pelos sumos "instantâneos" não me levavam, mas vejo ali caipirinhas "instantâneas", gelados instantâneos, e depois para ser saudável sopas instantâneas. Mas só vendo. E com desconto.

Los tres amigos



Tirando eu, que me deu para fazer coisas, não sei se para ver se a malta alegrava ou se para ver se não desatava a chorar, cá estão os protagonistas do natal (agora) passado. Houvesse mais tequilha, e tinha ido, eu bem que não queria mas pelos vistos tenho de voltar ao México a mandar encher a garrafa. O bolo de chocolate que deu trabalho e trabalho já quase se foi, os ultimos candidatos que apareçam brevemente senão nem raspas. O doce da casa do costume, a verdadeira bomba calórica não fui eu, mas lá chegarei. O picante mexicano exxxtra tem feito mossa, tem posto uma grande quantidade de marujos a ganir, sendo que até agora só um consegue comer daquilo à colher, mas cá a mim dá-me ideia que é gajo para morrer novo, aquilo dói tanto que não há-de fazer muito bem.

Natal quase completo




E assim se ocorreu. Conseguiu-se arrastar o local do sitio do costume, para ser menos sombrio, e por cá estivemos. Filhozes de altissimo gabarito feitas pela malta jovem, três estarolas com pretensões de montar uma barraca de farturas, um bolo de chocolate épico que foi apelidado de gourmet e obra de arte e assim, e eu tudo bem, e mais meio milhão de calorias todas a gritar por mim à mesa. E de seguida eu novamente na versão fada do lar ganhei um certificado de padeiro para juntar ao de pasteleiro, está ali uma máquina demoniaca oferecida à casa mas que como só eu é que consigo ler o manual sem adormecer, vai sobrar para mim. Mais um leite creme feito à pressão com toda a gente aos berros a dizer que era muito díficil e que entretanto já se acabou. Muito cumbibio, muita risada, e as capelinhas voltam a ter de ser sempre corridas porque a malta teima em não se juntar, cada um com a sua desculpa. Já agora, não tenho noção de andar sempre assim tão atrasado para me desatarem a oferecer relógios, quer-se dizer, não havia necessidade.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Meio natal

Eu diria que este natal se encontra recuperado. O meu bolo extra chocolate especial de natal derrotou esta malta toda, e as garrafas de tequilla e whisky também devem ter ajudado. E dou-me por alegre por estar vivo, após ter sido forçado a entrar numa fnac numa véspera de natal às 17.45, e ter visto coisas que não desejo a ninguém, principalmente a largada de touros quando disseram que a loja fechava às 18h. Prefiro 1000x os tubarões. Viva o consumismo e assim, e abaixo a crise, que essa é só para alguns. E entretanto se a coisa acabou a esta hora, é porque não deve ter corrido mesmo nada mal. Obviamente as sombras negras por cá continuam, mas é tudo bom sinal, sinal que não nos esquecemos de quem falta.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Obras de recuperação de um natal que esteve em risco



A coisa vai-se compor. Digo eu. Já estão ali duas experiências científicas que denominei por bolo de chocolate A e bolo de chocolate B, principalmente o segundo parece no mínimo épico. Pode ser que com este clima haja menos "sangue" à mesa (se bem que duvido), e cá estaremos para falar de tubarões quando for preciso desviar a conversa. Bom Natal para mim e também para bocêzes.

terça-feira, dezembro 23, 2008

É só hoje, è só hoje

E agora nunca mais é, foi-se. Estas coisas, apesar de se estar (mais ou menos) à espera, de ser a ordem natural da vida, e de 83 anos serem muitos anos e até uma idade jeitosinha para se ir, epá custam como o caneco. Cá a mim ainda não me tinha calhado, e fui agora levar o primeiro à terra, e porra que dói. Ninguém merece ir assim, com um fim tão sofrido, e agora ficam as saudades, e as conversas que ficaram por se ter. Adeus avô Diogo, até um dia, e que agora finalmente descanses em paz, que nós cá ficaremos contigo no pensamento.


Tubarões pffff, venham eles. Leões, igualmente. Acidentes, atropelamentos, pernas partidas, etc, tudo se cura, a unica coisa que sempre me meteu medo é a morte, mas nem sequer é a minha, é a morte de quem me rodeia, não consigo lidar bem com ela, pode ser que quando for crescido a coisa passe. Eu bem me parecia que este Natal ia ser bem sombrio, não era preciso era tanto. Qual a possibilidade de me fechar em casa até ouvir as 12 badaladas, e deixar acabar o 2008 annus horribilis sem mais qualquer desgraça?

quinta-feira, dezembro 18, 2008

É preciso esquecer para que o cérebro evolua




Pelo menos é o que diz o anúncio. Acho mal que o esquecimento não consiga ser selectivo, e só me esqueço do que me faz falta, do resto nada feito nem à lei da bala desaparece. No entanto permitam-me de qualquer maneira duvidar da afirmação, se fosse verdade verdadinha já me tinha saltado o excesso de cérebro pelas orelhas e já era gajo para ter aqui uma prateleira cheia de prémios nobel.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Se calhar inscrevia-me enquanto ainda há vagas




Desconfio que esta será bem mais alegre que a minha. E muito menos sangrenta.

terça-feira, dezembro 16, 2008

E porque o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia de trabalho mexicano




Apesar de deixar muito boa gente chocada, isto era um pequeno-almoço para dar inicio a um dia de trabalhos forçados a carregar garrafas no méxico. Ai que saudades, ai ai. Digo desde já que mesmo assim havia campeões que me batiam mesmo sem sair da minha mesa, e nem vou falar nas altas técnicas dos americanos e americanas, capazes de levar 2 pratos em cada braço. Ai ai, o meu reino por umas panquecas de chocolate...

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Não fujam não... tubarões pfff até os comemos



Em grande estilo... ou não

Waiting for me & you

Mais do mesmo... não há limites




Nada a dizer, nada de novo, nada para ver, avance avance é circular, circular.

É Natal e o meu presente eu quero que seja...

Paz no mundo... ou isso ou muita pachorra. As dores de cabeça (por inactividade ou quem sabe por causa dos dias de Natal marcados por antecedência para este Domingo, e bem regados e acompanhados) voltaram em força, e hoje no regresso conheci um doido novo, que se divertia a parar, com cara de alucinado, em pé em frente aos carros da malta, para não deixar avançar e a pedir dinheiro. Confesso que espumei um bocado, mandei umas quantas alhadas (que desconfio não percebeu porque tinha ar de russo ou coisa que o valha), passou-me pela cabeça avançar e alegar insanidade temporária, ou mesmo que não o estava a ver bem por causa das dores de cabeça, fiz o meu maior ar de doido varrido que fui capaz na altura, e procurei por alguma coisa debaixo do banco para lhe ir dar um enxerto (por falar nisso é Natal e eu não sei onde tenho a moca). De seguida contei até 10 e ele lá saiu e foi chatear o freguês seguinte.

No fundo no fundo não sei onde isto vai parar, mas espero sinceramente que não lhe volte a pôr a vista em cima, e vou assumir que anda tudo a ficar louco por causa do frio. Doido que é doido não sabe com que doido se está a meter, e é capaz de haver ali no meio da estrada uma disputa para ver quem é o maior doido cá do bairro.

P.S: E já agora, não lhe dei nada, e ao fim de 5 minutos meti um euro na máquina de selos e fiquei sem eles. Mais uma bela oportunidade para usar a moca que me vão oferecer no Natal, digo eu.

Homem que é homem arranca cabeças e parte pernas todo fashion

quinta-feira, dezembro 11, 2008

A ressaca é f*dida



No mínimo desumano e eu que o diga, que de vez em quando lá me calha ir trabalhar ressacado, mas são as contrariedades da vida de quem tem de ir trabalhar para receber.

Prémio "quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais" do dia

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Continuo na minha

Continuo a achar que o conceito de outlet serve só para vender artigos de jeito a preços caros, misturados com artigos que ninguém quis então ficaram em caixotes, e são chamados restos de colecção, para os quais se afixa um cartaz a dizer mega-desconto e que na realidade são ao mesmo preço de todo o lado.

Em que é que me baseio para dizer que ninguém quis? Nada nada:



Ainda por cima agora é Natal, está aqui uma bela prenda, um mealheiro porca em traje de gala. Para quem quiser ir resgatá-las posso dizer onde estão, mas também não deve ser difícil, vêem-se a milhas, e além disso duvido que esgotem, novamente não sei porquê mas é um feeling que tenho.

Contado ninguém acredita


Para evitar as faltas vai-se menos dias ao trabalho. Ah bom. E ir mas é trabalhar como as pesoas, não?

Carpe Diem



Nadar com tubarões, subir e descer ribanceiras, mergulhar em cavernas e navios fechados e escuros, atravessar rios, mandar saltos de 5 metros mais iva para a água, viajar como se não houvesse amanhã, dormir apenas o estritamente necessário para evitar as olheiras, há que aproveitar todos os minutinhos antes que nos liguem às máquinas. Para projectos a curto/médio prazo tenho um safari com leões (a ideia era ir ver os leões na altura que ia à África do Sul ver a selecção que a este ritmo nem lá põe os pés, mas eu quero lá saber, não põem eles ponho eu) , e um salto de queda livre. E não, não tenho desejos suicidas, mas estas cenas fazem um gajo sentir-se vivo, e sabem tão beeeeeeeem.

Vamos supor que ainda é do jetlag



Depois de um gajo se habituar a deitar às seis e acordar à uma da tarde, ainda estou para ver quanto tempo vou demorar a regressar de vez. Diria que o excesso de porcaria a mais na cabeça não ajuda, muito menos os fins-de-semana longos e os jantares de natal muito violentos às terças-feiras. Haveria muito para dizer sobre jantares de natal, mas não temos tempo. Ou temos algum tempo. Jantar de empresa no kais para comer até cair para o lado, seguido de um regresso ao kubo, murcho murcho, e ainda por cima desta vez muito pior acompanhado, mas é a vida, cada um tem o que merece, e eu apesar de reconhecidamente estar uns anos-luz à frente de muita malta que me rodeia, não mereço muito mais.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

quinta-feira, dezembro 04, 2008

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Los tiburones: Se a vida está sempre a brincar comigo, porque não brincar com ela?

Daqui a uns anos hei-de pensar no risco que corri, e no que acabei por levar toda a gente a correr. Mas soube-me imensamente bem, e repetia-o sem qualquer hesitação. Se alguém tem confiança para levar pessoas a ver tubarões, e indo num grupo semi-controlado de doidos varridos que saibam controlar as emoções e não se borrar nem entrar em pânico perante peixinhos de dentes afiados, não vejo qualquer problema.



Homem que é homem manda-se ao mar para ver bichos com dentuças. Consegui arrastar o resto da malta, a conversa do centro de mergulho de "ah e tal, vejam lá se querem mesmo, pode não se ver nada" deixou-me de pé atrás, fiquei logo com ideia que havia mesmo e que só lá querem levar quem queira ir com muita força. Dentro de água vimos uns vultos grandinhos mas nada a assinalar, até que o guia sacou uma faca, e deu cabo de um peixe inocente que por lá ia a passar e nem tinha nada a ver com o assunto. Aí começa o festival. Paramos os 6 no fundo, 3 em modo papparazi, e ficamos parvos a observar e ser observados por umas bestas maiores que nós. Olha 1, olha 2, 3, 4, 5, 6, 7. Ena já são mais que nós, se calhar era altura de me preocupar naaaaaaaaaaaaaa deixa-me cá tirar mais umas fotos e ficar parvo com vontade vir cá fora rir à gargalhada, com a adrenalina a saltar pelas trombas fora.




Em relação às fotos o mais que posso garantir é que não usei zoom... só passei pelo photoshop porque estavam azuis demais, porque o raios parta dos bichos aproximavam-se mas não tanto que desse para ser iluminados pelo flash, obviamente devia-se ao receio que tinham dos hamburguers com pernas e com maquinetas estranhas disparadoras de luz na mão.

Cá estamos novamente, ou como passar dos 30 graus aos 10 numas quantas horas

Há muita coisa para se dizer sobre o México, over & underwater, muita mesmo. Só preciso de umas 3 semanas para descansar das férias e depois passo a debitar. Mas o melhor que se pode dizer sobre uma viagem é que não consegui chegar a ter saudades disto, por aí se pode concluir que ou foram mesmo muito boas, ou demasiado curtas. Da mesma forma não cheguei a ficar deprimido por voltar, mas neste caso dá-me ideia que foi a tequilla a actuar :P

Ah, infelizmente para mim e para os que me rodeiam, não há souvenirs para ninguém (nem para mim). Não por falta de vontade ou trocos, mas por excesso de peso. Parece que levar quase 40kg em equipamento de mergulho e roupa não é muito saudável para quem apenas pode levar 20kg, sendo obrigado a usar o peso em falta dos outros, o peso da tolerância, e viver no medo sempre que havia de fazer algum checkin. Consegui trazer uma garrafinha de tequilla, dou um shot a cada um (não tenho é copos mas arranja-se em qualquer lado), e tenho também uma garrafa de molho exxxxtra picante, também posso dar shots mas só a quem quiser mesmo muito e prometer que não gane.