
Essa cena das resoluções de ano novo comigo não pegam. A única que paira no ar é o regresso ao Egipto, muito provavelmente apenas naquela do toca e foge, mergulho e pouco contacto, ou então com uma deslocação a Petra na Jordânia para juntar mais uma maravilha à colecção. Cabo Verde também é hipótese, se bem que quanto a mim também dava um pulinho a Madeira e/ou Açores, é preciso ter alguma vergonha para ser mergulhador e gostar do meu país e nunca lá ter ido enquanto não desnacionalizam as ilhas. Adivinha-se também uma troca de carro e de telemóvel, sempre forçada, ou porque acabam os contratos ou porque nunca se sabe se me dá uma daquelas valentes e é desta que troco de emprego (7 anos é muita ano, porra).
Quanto ao resto prefiro não me comprometer com nada. Apenas consigo prometer que em 2009 nuns dias há-de fazer sol, noutros chuva, noutros hão-de nascer pessoas, noutros pessoas hão-de adoecer e se calhar algumas também se hão-de ir embora, alguns dias hão-de correr bem outros nem por isso, hão-de haver jantares com amigos, jantares com família, jantares sozinho ou com o gato, nuns dias hei-de estar doente, noutros hei-de estar impecável, noutros com neura, nalguns sozinho noutros acompanhado, hei-de ver bons filmes e outros que não são grande coisa, o Benfica há-de ser campeão ou então não, a selecção há-de se apurar para a África do Sul ou então hei-de escolher outra para lá ir apoiar em 2010, e por aí em diante. Bom 2009 novamente, e agora se calhar ia andando que isto de estar num escritório quase vazio em véspera de ano novo é deprimente, mais que não seja porque o barulho das teclas faz eco.















