
Agora sim já dei entrada nos 29. 29 aos 29. Não é para todos. Após um
ano o mais que posso dizer é que aconteceram coisas. Num verdadeiro ano
cíclico, descobri o desporto que gosto e onde torrar o dinheiro. Já me levou um balurdio em notas, e alguns 12 kilos em calorias, mas sempre com um sorriso nos lábios. Também me deu uma cicatriz de 20 centimetros na perna, para não me esquecer que é preciso é ter juizo, mas não há-de ser nada, quem não fez nada disso quando tinha 10 anos, tem de fazer mais tarde, são sempre histórias que ficam para contar.
Foi também aos 28 que finalmente saquei o tão desejado curso de
mergulho. Aleluia! Novos projectos e novas viagens aparecem agora no horizonte. Assim vale a pena. Para os 29 há que tentar surfar como se não houvesse amanhã. Já faltou mais.
Profissionalmente nem vale a pena, atolado na merda até ao pescoço. Mas com carro e gasóleo e telemóvel. Contrariado mas bem pago deve ser o que melhor descreve a situação.
Para a festa, o pessoal do cinema já se cortou por motivos profissionais, conseguiu-se a representante-mor das artes, e o pessoal dos computas lá está novamente, a malta do costume com quem se pode contar. Também hão-de vir novas personagens, e uma personagem antiga há muito desaparecida. Sejas bem-vinda! Para o ano é convidar a malta que ficou em standby este ano, e fazer uma coisa ainda mais a sério. Se fazer 29 aos 29 não é para todos, fazer 30, da maneira que as
coisas andam, é sempre um feito.
No ano passado em setembro nem por isso entrou agosto, mas com um bocado de
sorte este ano é que é. Até aos 30, é arranjar alguém que se
encoste a mim e vice-versa, conseguir ser um
homem melhor, e desta vez vou tentar prometer que agora é que é, agora sim vem o
barraco.